Neste episódio do Gazeta Cast, Maylson Honorato conversa com o maior poeta vivo de Alagoas sobre ofício, desvios e um vício que não passa: a literatura.
Texto completo de abertura
Maylson Honorato conversa com Sidney Wanderley, o maior poeta vivo de Alagoas
O que cabe em 50 anos, meio século de vida. Certamente não cabe apenas uma linha do tempo perfeita. Afinal, quando a gente olha para trás é dos desvios que nos lembramos, dos improvisos, do inesperado, de tudo aquilo que a gente jura que nunca mais vai fazer — e faz.
Nosso convidado de hoje é um contador de histórias que, aos 67 anos, está fazendo o movimento contrário ao que se espera nessa idade. Está deixando a aposentadoria e voltando ao ofício ao qual se dedicou por cinquenta anos. O ofício de poeta. Mesmo quando havia anunciado que estava aposentado da poesia, esse vício errante, para sempre.
Ele é um poeta que jogou uma tiragem inteira de livros no Rio Paraíba, que se correspondia por carta com Carlos Drummond de Andrade e que mentiu para um presidente da República.
Ele é um viçosense orgulhoso, embora reconheça que a Atenas Alagoana virou a sua Pasárgada, um lugar sonhado.
Elogiado por Drummond, por Raduan Nassar, por Ariano Suassuna. Amigo de gente incrível e inimigo apenas da mediocridade. A alheia e, principalmente, a própria. Hoje ele está aqui. Com um livro novo. Contrariando tudo que prometeu.
Como escreveu o próprio Drummond ao nosso convidado: “Há sempre um viçosense (in)culto e perspicaz à espreita do mundo.”
Sidney Wanderley, bem-vindo. Que bom ter você aqui com a gente.

